Panorâmica, nos 16 anos

Festival Alternativo Palco do Rock. Um dos mais expressivos festivais de rock independente do Brasil surgiu da iniciativa de músicos do estilo que reivindicavam um espaço no carnaval baiano. Em 1991, foi criada a Associação Cultural Clube do Rock com o objetivo de incentivar a cultura rocker local. Sua primeira diretoria era composta por Humberto César (Tedão), integrantre da banda Sexto Sentido, Ediomário (Tuca) da banda Razão Social e Maria Luíza, advogada e simpatizante do movimento. Muitas reuniões foram feitas com as entidades responsáveis pela organização do carnaval baiano para que as bandas de Rock tivessem seu espaço. A idéia inicial do projeto era com bandas de Rock tocando em trios elétricos, porém não obteve êxito. Em 1994, Sandra de Cássia e Ray Bass, da banda Ulo Selvagem, se integraram à diretoria, fazendo com que idéias novas e maduras fossem implantadas. Sandra tinha um projeto que visava a realização de um grande festival em Arembepe (bairro situado na orla do município de Camaçari, que é conhecido pela Aldeia Hippie) devolvendo ao grupo uma opção de obter um palco alternativo só para bandas de Rock durante o carnaval. O projeto foi levado ao conhecimento do Sindicato dos Músicos e o mesmo encaminhou até a Prefeitura. Depois de muito esforço, foi aprovado na Câmara Municipal de Salvador o Projeto Alternativo Palco do Rock, criando uma categoria intitulada "bandas de Rock".

Neste primeiro ano (1994) foi realizado um concurso público desenvolvido pela Prefeitura (Emtursa), Sindicato dos Músicos e Ordem dos Músicos do Brasil, na Associação Atlética da Bahia, com as bandas divididas nas seguintes categorias: Música baiana, Samba e Pagode, Categoria Mirim, Bandas e Fanfarras e Bandas de Rock.

A categoria "bandas de Rock" obteve inscrição de mais de 40 (quarenta) bandas para o Concurso Público, obtendo espaço para 2 (duas) bandas notórias, sendo elas: Ulo Selvagem, que ficou em primeiro lugar e a The Farpa, que ficou em segundo, conquistando assim o direito de fazer duas apresentações ao lado das bandas Cravo Negro, Treblinka e Úteros em Fúria. A categoria "bandas de Rock" obteve a melhor pontuação perante as outras categorias. Ao total, foram 27 (vinte e sete) bandas de Rock classificadas para tocar no primeiro Palco do Rock, montado na Praia de Jaguaribe.

Todas elas receberam um cachê que variavam entre 1.000 (mil) a 3.000 (três mil) dólares. Cerca de mais de 3.000 (três mil) pessoas compareceram diariamente. Vale ressaltar as importantes participações de personalidades neste primeiro ano: Marcos (Blackness), Toni (Chemical Death), Metal TatToo e Toni Vila Nova (The Cross ).

No segundo ano (1995) , já localizado na Praia de Piatã, o interesse pelo festival, tanto pelo público que montava caravanas de diversos lugares da Bahia e até do Brasil, quanto, principalmente, pelas bandas, que demonstravam total interesse em participar do evento pela sua grande importância e pelo bom cachê que era pago pela Prefeitura, cresceu. A mídia concedeu uma maior divulgação, colocando equipes jornalísticas para fazerem as respectivas coberturas do evento. Bandas como The Dead Billies e Slow foram os grandes destaques do concurso público, e na categoria "bandas notórias" abriu-se um leque maior com nomes como: Ulo Selvagem, Slavery, Mystifier, HeadHunter DC, Zona Abissal e muitas outras.

Em 1996, foi o ano da MTV, mas o pior em termos de estrutura. O festival foi denominado como a "Tenda de Dara" (por ter sido montada uma espécie de "lona gigante" em cima de uma estrutura de concreto espaçosa). Astrid Fontenelle, Ex-VJ da MTV, foi pessoalmente fazer a cobertura do festival para o programa "Antes da Fama". No primeiro dia, não obteve show, mas ainda assim as bandas que tocariam neste dia receberam os seus estipulados cachês, sendo elas a Dr. Cascadura, Autonomia, Trilhas Blues e entre outras. Os outros dias obedeceram à programação normal.

O ano de 1997 foi o da polêmica: ano de eleição. A nova administração da cidade do Salvador fez uma série de mudanças, principalmente na contenção de despesas. Antes, a cidade tinha cerca de 21 (vinte e um) palcos alternativos (não de rock, e sim, axé e pagode) espalhados por toda cidade. Esses palcos foram diminuídos para apenas 4 (quatro) e o Palco do Rock não estava incluído. Tivemos o importante apoio do ex-vereador Emmerson José, que junto ao Prefeito Antônio Imbassahy reivindicou a permanência do Palco do Rock e com muito esforço e dedicação mantivemos a existência do evento, mas os "cachês" foram extintos, não mais pagos pela Prefeitura. Com isso, uma polêmica muito grande foi criada, porque o concurso público já havia sido realizado e as bandas escolhidas, com seus respectivos cachês publicados no Diário Oficial do Município. Muitas delas se recusaram a tocar gratuitamente. Foi concebida então uma reunião emergencial, onde ficou decidido convidar algumas bandas para suprir as vagas em aberto, sendo elas: Ulo Selvagem, Dr. Cascadura e Slavery, pois já tinham uma grande representação dentro do movimento. Estas mesmas concordaram em tocar gratuitamente em prol do fortalecimento do evento, mas o maior problema ficou por conta da banda Dorsal Atlântica (RJ), que foi selecionada como "banda notória" e ganharia um cachê de R$ 3.000. Conseguiu-se passagens de avião e hospedagem para a banda, mas os mesmos não vieram alegando o não - pagamento do cachê. O Palco foi montado e havia uma excelente estrutura de som, palco e iluminação. Um dos melhores já acontecidos.

As bandas que tocaram em 1997 não ganharam cachê, mas foram muito importantes para a manutenção do evento. Neste ano, apesar de alguns empecilhos, a ACCRBA obteve uma vitória importante para o Rock local com a coletânea "Bahia Rock Collection", lançada pelo selo WR Discos, sendo composta com o melhor que existia no Rock local, tendo como seu principal objetivo mostrar o que a Bahia estava produzindo, com bandas como Cia de Música Nós Nem Liga, Mercy Killing, Peacemaker, Slow, Crotalus, Blackness, Ulo Selvagem, Shadows, Síncope, Yonsem Maia, Dê Cream Cracker, Autonomia e Dois Sapos e Meio. Foi bem recebida pela crítica local e nacional pelo alto nível de gravação e qualidade técnica das bandas.

Em sua quinta edição (1998) , o concurso público foi abolido e as bandas passaram a ser selecionadas através dos seus materiais pela própria ACCRBA. Surpresas importantes aconteceram, centenas de materiais de bandas locais e de outros estados foram recebidos. 9 (nove) bandas de outros estados participaram do festival. Dentre elas, destacamos Sem Destino (DF), Dread Razor (AL), Sevent Blight (AL), Oito (SP), Mortal Scenery (MG), Hanagorik(PE) , SLUG (DF) e outras que junto às bandas baianas ilustraram maior qualidade para o festival, revelando também bandas locais como Peacemaker e Mystery.

Os músicos visitantes obtiveram suas hospedagens pagas pela prefeitura, mas os mesmos arcaram com as despesas de seus respectivos transportes e também tocaram sem cachê, provando assim a importância do festival.

Em 1999, tivemos, mais uma vez, a participação de bandas importantes do cenário alternativo nacional, como Cabeça(RJ), Pólux (RJ), RTL (DF), Dr. Savage (MG), No Rest (RS) e Wichtchery (RJ). Tudo transcorreu normalmente.

No ano de 2000, em sua sétima edição, tivemos representantes internacionais entre as atrações. Orlando Bové (americano de Los Angeles radicado em Salvador, que toca blues incorporando elementos percussivos da música baiana) e a banda Imortalis de Portugal (de Thrash Metal). Tivemos também a participação de bandas que tocaram pela primeira vez no evento e se destacaram, como a Malefactor, Janquis, Crinus e outras.

O ano de 2001 foi marcado com mudanças inovadoras e também muita polêmica. De todos os anteriores, foi o melhor em termos estruturais. Além de palco, som e iluminação impecáveis, as bandas obtiveram um backstage, um website para mais esclarecimentos sobre o evento, maior cobertura da mídia local e nacional (visto alguns canais fechados e websites divulgando o evento) e estruturas "extra-palco-do-rock", como FutAreia e FutEspuma (Campeonato de Futebol masculino e feminino entre as bandas), além de reuniões mais estruturadas e festas de confraternização entre os músicos. Esta nova diretoria obteve um tempo hábil de apenas 4 (quatro) meses para realização do evento, tendo a frente da mesma Sandra de Cássia, Ray Bass, Dirvan Fernandes, Gabriel Amorim e o colaborador Zezinho Peixoto.

Dentre várias modificações, conseguiu-se abolir a taxa de manutenção do Palco do Rock, COM INSCRIÇÕES GRATUITAS (antes era cobrada uma taxa de R$50,00 [cinquenta reais] para as bandas se inscreverem, que servia para manter a sede da ACCRBA). Este Festival Alternativo Palco do Rock foi também o mais eclético em termos de estilos musicais. Como bandas revelações, tivemos a Sociedade 3 Oitão, Terno Elétrico (DF), Lilit, Ácaros IPA, Kbrunco, O Festa e outras. Mas, infelizmente, a inconsequência de alguns fez com que o Palco do Rock acabasse antes do previsto. O último dia do evento não aconteceu devido a um foco de violência (que, convenhamos, era de fácil controle). A Polícia Militar do bairro de Piatã (sim, do bairro, pois o evento [que é aberto ao público] não possuía um contigente de policiais suficiente, obtendo vergonhosamente apenas 5 [cinco] à 10 [dez] diante de mais de 7.000 [sete mil] pessoas) foi até a produção do evento e notificou que "o quadro ali criado era impossível de reter e o que acontecesse ali SERIA RESPONSABILIDADE DA PRODUÇÃO!!!".

Não é de responsabilidade do Estado, através da polícia, FORNECER SEGURANÇA AO CIDADÃO???

Então, a noite do terceiro dia do Palco do Rock foi interrompida em sua metade. E no quarto e último dia, a ACCRBA recebeu um telefonema do prefeito Antônio Imbassahy exigindo que O EVENTO FOSSE CANCELADO devido ao ocorrido na noite anterior. A ACCRBA não contestou. Obedeceu a ordem do prefeito. Porém, ficou uma breve reflexão: Se o problema é a violência, por que não acabar com o Carnaval tradicional, já que a média de ocorrências são de 4.500 (quatro mil e quinhentas) por ano e o próprio Palco do Rock obtém ÍNDICES DE VIOLÊNCIA ZERO NESSES ANOS DE ACONTECIMENTO?

O ano de 2002 dispensa comentários no que diz respeito à intransigência do PODER PÚBLICO. O Palco do Rock não aconteceu. Abaixo, um breve resumo de um comunicado postado no site, datado do mesmo ano, explicando o fato:

"A imprensa finalmente começou a se mobilizar a respeito do palco do rock. Nesta terça-feira, dia 5 de fevereiro, saiu uma matéria no jornal "Correio da Bahia" comentando a polêmica em volta do festival . Foi curta, porém verdadeira. Na quarta feira, ativamos alguns representantes de bandas e fomos ao programa do Sr. Raimundo Varela (um programa de utilidade pública muito conhecido na Bahia) e protestamos contra as intransigências sofridas por nós neste período. Finalmente, tivemos algum êxito. Colocamos algumas verdades à público, em vista que não poderíamos falar tudo pelo pouco tempo reservado a nós por causa do formato do programa. Sinceramente, em instantes, parece que estamos participando de uma gincana. Sim, uma gincana...

Estamos recebendo solidariedade de alguns órgãos e vereadores que têm conhecimento do festival (que aliás, com 9 anos de realização é praticamente impossível não conhecer). Isso é muito bom. Conseguimos então, reaver o Palco, Som e Iluminação. Os empecilhos agora são causados pela burocracia de documentos, onde apareceram algumas exigências ridículas e ilegais, somente para demorar mais e mais o andamento do festival. Além destes, ainda tem a burocracia referente ao Costa Verde Tennis Clube, como alvará de liberação do juizado de menores (sim, porque o evento agora é fechado), liberação do ECAD (que "preza" pelos direitos autorais dos artistas. Só que os artistas que tocam no palco do rock são independentes e não têm suas músicas editadas. Vale frisar a falta de educação e de bom senso que o atendente do ECAD nos recebeu, sendo irredutível e totalmente ofensivo. Não quis saber de negociações mesmo sabendo da condição dos artistas, querendo cobrar pelo que NÃO EXISTE. E mais, que não tinha conhecimento sobre o evento. Não é demais?); liberação da SUCOM [cujo clube está multado em R$ 10.000 (dez mil reais), sendo mais um problema], etc., etc. e etc. onde também houve burocracia, impedindo assim, a REALIZAÇÃO DO PALCO DO ROCK DESTE ANO...

É isso mesmo. Parece que eles conseguiram excluir as 10.000 (dez mil) pessoas presentes diariamente nestes 08 anos de festival do carnaval alternativo. Tentaram de todas as formas nos atrasar para que se tornasse impraticável a realização do evento nas festividades carnavalescas. Preconceito. Mas é bom que o público saiba da verdade, não somente pelo cunho informativo, mas para realmente ter conhecimento de quanto lutamos pelo nosso espaço e que a ACCRBA não é uma organização irresponsável, como muitos desinformados e invejosos espalham em boatos. Agora, o reconhecimento, acima de tudo, é que nos motiva a acordar cedo e deixar nossos cotidianos de lado para cuidar da manutenção do Palco do Rock.

Em suma: O PALCO DO ROCK NÃO SERÁ MAIS REALIZADO ESTE ANO. Não obtemos tempo hábil para agir como uma organização. Seria uma completa DESorganização. Mas ressaltamos que vamos continuar agindo, e que faremos o Palco do Rock em outras datas. Não nos sacrificamos tanto para perder essa guerra agora. Em breve, deixaremos à público também os nossos projetos sociais para melhorias do cenário rocker local."


Em 2003, com uma nova diretoria e nova estrutura, a ACCRBA, em protesto à não liberação para realização do mesmo, realizou o mesmo de uma maneira totalmente independente, alternativa e sem patrocínio, num local mais reduzido e com bilheteria. Agregou cerca de 800 (oitocentas) pessoas por dia, tocando ao todo 28 (vinte e oito) bandas, sendo 1 (uma) de Brasília (que arcou com suas despesas). Novamente, um marco de ousadia, feito somente pelas bandas e pelo público sedento pelo rock no carnaval. Todos ficaram satisfeitíssimos.

Em 2004, mais uma vez, nós tentamos, pressionamos, mobilizamos a imprensa, e não conseguimos... recebemos mais apoio, mas, quem tem o poder não se pronunciou novamente.... E então, pelo 2° ano, fizemos no antigo Teatro da Praia (a um preço super acessível). Foram 4 dias como sempre, com 36 (trinta e seis) bandas (mais que o ano anterior), sendo 2 (duas) de Brasília (Sem Destino / Canelas de Cachorro), 1 (uma) de Fortaleza (Alma), 1 (uma) de Alagoas (TMD) e 1 (uma) de Minas Gerais (Drowned). Novamente, tudo transcorreu bem, e foi muito mais elogiado, sendo tema de 3 (três) trabalhos de diferentes faculdades de alunos de comunicação.

E finalmente, em 2005, NÓS CONSEGUIMOS!! Após 3 (três) anos de muita labuta, colocamos novamente o Palco do Rock de volta às ruas, aberto ao público!! A nova administração da cidade entendeu os nossos anseios e direitos, e, numa medida emergencial, faltando apenas 2 (duas) semanas para o carnaval, cedeu um Trio Elétrico para tanto (intermediado pelo vereador Rui Costa).

Foi um retorno em grande estilo, em cima do maior símbolo do carnaval Baiano!! Como sempre, foram 4 (quatro) dias de rock' n roll, onde 33 (trinta e três) bandas tocaram, apesar de MUITA dificuldade causada pela SUCOM e pela Chuva, sendo 2 (duas) de Maceió (MUT [Mutação] / Who Am 'I) e 1 (uma) de São Paulo (Chipset Zero, considerada uma das melhores).

O Público médio foi de 4.000 (quatro mil) pessoas por dia, devido o pouco tempo que tivemos de divulgação. Tivemos também Segurança Particular (contratada pela ACCRBA), presença da Polícia Militar, SAMU (Ambulância em forma de Posto de Sáude), Iluminação Reforçada de Área e, pela primeira vez, inserção na divulgação oficial do carnaval, o que inclui outros países!!! No ano que vem, foi prometido uma estrutura ainda melhor pela democrática nova administração da cidade do Salvador!!

Em 2006, tivemos o RETORNO definitivo!!! E pra ficar!!! Neste ano, tivemos a MELHOR estrutura de som, palco e iluminação de todos os anos, uma boa difusão de mídia (presença das TV's, grandes matérias em jornais e novamente inclusos na programação oficial do Carnaval), segurança particular, 32 bandas tocando durante as 4 noites, 7 bandas de outros estados (Macula (CE), Zero8quatro (RN), A.L.M.A. (CE), Mr. Freeze (AL), Alegoria da Caverna (CE), C-Real (SP) e [maua] (SE)), e um público mínimo de 5.000 (cinco mil) e máximo de 7.000 (sete mil) pessoas!!! Falar mais o quê?? CONSEGUIMOS O EVENTO DE VOLTA APÓS 5 ANOS DE MUITA LUTA E PROTESTO contra a discriminação explicita!! E a conquista maior é a integração social e artística!! ISSO É ROCK 'N ROLL!!!!!

No mesmo ano, integraram-se à diretoria o Cleber Silva na pasta de Comunicação e Alex Nascimento (Ajota) na pasta Social.

Já em 2007, o Palco do Rock, em sua 13ª edição dentro do carnaval soteropolitano, foi, mais uma vez, sucesso de público nas quatro noites de muito rock and roll. De sábado à terça de carnaval, 35 bandas dos diversos estilos rockers e de outros estados além da Bahia, como Jolly Joker (PA), Delinquentes (PA), Playground (SP), Maldita (RJ), Levant (CE) participaram do já tradicional festival. Na oportunidade, tivemos, após 13 anos de reclamações, um ótimo suporte da polícia militar, que garantiu ainda mais a tranquilidade para o público presente. Na Ressaca do Evento, premiamos os considerados destaques, sejam bandas ou produção, escolhidos através de uma votação na nossa comunidade no orkut.

A 14ª edição [2008] do Festival Alternativo Palco do Rock foi realizada entre os dias 02 e 05 de fevereiro e reuniu, em média, um público diário entre 5 e 7 mil pessoas. Foram 31 bandas da capital, interior e outras cidades brasileiras como (Hargos) (MG), Finitude (SE) e Jolly Joker (PA). Além dos variados estilos, a área do evento comportou novamente o famoso camping. Muitas famílias vêm do interior e acampam numa área próxima ao palco. Neste ano, pessoas provenientes do sul do Estado, das cidades circunvizinhas e até de estados como Pará e Espírito Santo estiveram por lá.

15 anos – A consolidação - O maior festival de rock independente do estado e o primeiro no carnaval do Brasil comemorou seus 15 anos em grande estilo, levando para as areias sob os coqueiros de Piatã a diversidade rocker existente e dois grandes ícones do rock brasileiro. Bandas de Thrash Metal, Heavy/Power Metal, Industrial, Gótico, Hardcore, Indie, Punk Rock, Pós-Punk, Regional, Stoner e tantos outros foram alguns exemplos da diversificação encontrada no festival que contou com 36 bandas de vários estados entre os dias 21 e 24/02.


Banda Plebe Rude (DF), ao final de seu show
Créditos: Cleber Silva

Inscrito no Fundo de Cultura, programa de fomento à cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o projeto fora aprovado e depois de 11 anos de lutas pelos cachês, retirados em outra oportunidade, conseguimos o restabelecimento do benefício para as bandas, e pudemos trazer a Salvador nomes como Inocentes [SP] e Plebe Rude [DF], que são ícones do rock brasileiro, além de bandas de Montes Claros [MG], [Soprones], Fortaleza [CE – Lavage e Roadsider], Curitiba [PR – C.H.O.K.E.], Belo Horizonte [MG - Hargos], Maceió [AL - Varial], Recife [PE – Sinhô Pereira], Rio de Janeiro [RJ - Maldita], Natal [RN – AK - 47], João Pessoa [PB – Zefirina Bomba, radicada em SP] Poções [Suffocation of Soul], Feira de Santana [Endometriose], Alagoinhas [Inventura] e Itabuna [Biscó], municípios baianos e uma atração internacional, depois de nove anos, que foi a Underschool Element, da Suíça.

O palco, som e iluminação foram os melhores de todos os anos, mantidos pela prefeitura, através da Empresa Salvador Turismo [SALTUR], na pessoa do seu presidente Claudio Tinoco. Se a prefeitura foi decisiva, assim como o Governo do Estado, não há palavras para agradecermos a intervenção sempre muito proveitosa do deputado estadual Emiliano José, que entendeu nossas dependências e nos ajudou no que foi capaz da fazê-lo, bem como do músico-colaborador Ricardo Primata e do Dr. Juiz de Direito Waldir Vianna.

O público também pôde curtir DJ’s no Espaço Interativo [mais uma novidade nos 15 anos], como Raminho e Sweet 666, um show à parte de Thildo Gama, primeiro guitarrista de Raul Seixas e Big Ben (Waldir Serrão), a banda Sonora, tatuadores, expositores de material alternativo e das bandas, como a Vaca Verde; teve também a Cooperativa de Rango Vegan e a Agenda XXI de Itapuã, que distribuiu mudas de plantas e orientou sobre a preservação do Meio Ambiente.

Os 15 anos do Palco do Rock também foi marcado pela grande presença do público, que chegou à média de 32 mil pessoas nos 4 dias de evento.

Em sua 16ª edição, novamente com o patrocínio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA/SECULT) e da Empresa Salvador Turismo (SALTUR), que manteve uma excelente estrutura, cerca de 35 mil pessoas apreciaram o evento nos seus quatro dias de realização, entre 13 e 16 de fevereiro.

Tudo começou com palestras na semana anterior ao evento, na Casa da Música da Bahia. Na oportunidade o baterista das bandas Vendo 147 e Movidos a Álcool, Dimmy Drummer, conversou sobre produção independente e circulação em festivais, mostrando toda sua experiência de 17 anos com a produção independente. Já o cearense Glênio Mesquita, músico e produtor audiovisual, direcionou sua palestra para a produção de videoclipes com baixo custo, mostrando o que pode ser feito para maior divulgação dos materiais das bandas, dando exemplos e exibindo alguns trabalhos de sua autoria.

Foram 34 shows, também contando com expoentes do rock brasileiro, como Korzus (SP), grande representante do Thrash Metal, Cólera (SP), representando o Punk Rock, Dead Fish (ES), representando o Hardcore e a internacional Phantom Rockers (USA / UK), fazendo retornar após muitos anos o estilo irreverente do Rockabilly aos palcos do festival. Também de outros estados, participaram a Agrotóxico (São Paulo/SP), Astafix (Guarulhos/SP - nova banda de Wally, Ex-CPM 22), Clamus (Fortaleza/CE), Etno (Brasília/DF), Fiddy (Jaboatão dos Guararapes / PE), Karne Krua (Aracaju/SE), Redoma (Porto Alegre / RS) e Suprema (São Caetano do Sul / SP). Como expoentes locais, nomes como Vivendo do Ócio, Ênio e a Maloca e Dom Lula nascimento também comporam a grade. Do interior baiano, representaram as bandas Andranjos (Juazeiro-BA) e Três Puntos (Vitória da Conquista-BA), sendo esta última, selecionada através do projeto Oficina Palco do Rock 2010, que se trata de uma curadoria ao vivo em formato de show para bandas iniciantes, sendo mais uma oportunidade de abertura para novos talentos.

O público também pôde contar com o Espaço Interativo Severino Carvalho Filho recheado de atrações como workshow de Ricardo Primata, baiano considerado entre os melhores guitarristas do Brasil; também teve DJ’s; Vídeo, Música e Poesia com o grupo experimental Improbus Confessus; a atração especial Universo com Verso, vinda da famosa Aldeia Hippie de Arembepe com mais música alternativa; acústico com a banda Portal, Zombie Walk e Rave Zombie com o DJ Eder Rudert, além de apresentações circenses e stands como a Vaca Verde Material Alternativo (oficial do evento), tatuagem e body piercing, preservação ambiental, saúde, massagem, mais material alternativo com a Lohak’s Bottons e a Associação Brasileira de Proteção aos Animais (ABPA/BA). Neste ano, o Espaço Interativo foi batizado em homenagem a um dos maiores apoiadores do evento: Severino Filho, que sempre dispõe de muita boa vontade e atenção para o evento.

Isso sem contar com o Camping e uma grande novidade: O 1º Espaço Infantil em festival do gênero, mostrando pioneirismo mais uma vez, voltado para os "filhos" do Palco do Rock, que já desponta para uma 2ª geração desde a sua criação.


VÍDEO RELATÓRIO - Palco do Rock 2009


11 ANOS E 7 MESES - O RETORNO DOS CACHÊS - Palco do Rock 2009



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